quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mãos Dadas (Carlos Drummond de Andrade)


Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

O texto da poesia encontra-se disponível em:
http://memoriaviva.com.br/drummond/index2.htm

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